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9 de mai de 2009

Marcha da maconha


Hoje a tarde em Porto Alegre, cerca de 350 defensores da causa, como diria meu amigo "Capitão Nascimento" - maconheiros - participaram da Marcha da Maconha no Parque Farroupilha. O movimento defende a descriminalização, regulamentação da produção (certificado do INMetro), comercialização (IPI) e utilização (dependência) da substância.
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A marcha foi liberada pelo MP, o promotor Fabiano Delazen solicitou a monitoração da Brigada Militar que colocou agentes da Inteligência do 9º BPM e do POE, acompanhando as manifestações, que segundo os organizadores foi pacífica, com os membros da marcha portando cartazes (sem apologia ao uso) e aos gritos de "Chega de morte, chega de prisão, queremos já a legalização".
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Então vamos legalizar. Vamos começar pela mudança do Código Penal, sem esquecer do art. 290 do Código Penal Militar. Depois vamos calcular a carga tributária, o imposto (IPI, ICMS, PIS e Cofins) deve ser superior ao do cigarro que hoje corresponde a 74,73% do preço de um maço.
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Vamos regulamentar a comercialização, bares, supermercados, postos de gasolina, quem sabe em farmácias, sem esquecer o uso de balanças de precisão. Mas eu acho que estamos esquecendo de alguma coisa. Sim, é claro a produção, um produto agrícola necessita de terras e de produtores, vamos criar um incentivo e um subsídio agrícola, por exemplo, para quem trocar a lavoura de soja transgênica, por uma de Cannabis seja ela sativa, indica ou ruderalis. É claro que o governo deverá criar um programa para conceder empréstimos àqueles que quiserem trocar o tráfico por um pedacinho de terra para produção.
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Depois viria a industrialização do produto. Algumas prefeituras usariam das leis em vigor, para incentivar a vinda de indústrias, concedendo-lhes isenção de IPTU, descontos na tarifa de água, e outros favores, em nome da geração de empregos. Os administradores seriam escolhidos entre os traficantes, eles têm experiência em gerir este tipo de negócio.
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Pronto, acho que agora já podemos legalizar. Já vimos como ficaria a produção, a industrialização, a comercialização e a tributação. Vamos cuidar agora do marketing, das campanhas tipo, "Se puxar um fumo, não dirija", "O fumo mata, a maconha não. Mas deixa o cara muito louco". Não faltariam garotos propaganda, Gabeira, Fernando Henrique, Beira Mar...
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Eu acho que minha opinião sobre o assunto é bem clara, e de antemão faço uma sugestão aos defensores da descriminalização da droga, procurem a embaixada da Holanda, solicitem um visto e, se puderem fiquem por lá.
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3 comentários:

Anônimo disse...

Isto é radicalismo. Pessoas assim que devem ter sido criadas nas tetas da ditadura, não têm visão do mundo de hoje. Esse Ruas é maluco.

Anônimo disse...

O promotor tinha que liberar, ele é 'zen', Delazen! Muito bom Ruas, eles não fizeram apologia, fizeram o quê então?

Anônimo disse...

Legalizar desta forma, deixaria a erva com preço extremamente alto. O que hoje se compra com R$ 5,00, com essa carga tributaria, mais custo de produção, industrialização, transporte e venda, teria-se que pagar ums R$ 20. Isto não acabaria com o trafico, haveria apenas a troca de qualificação para contrabando, assim como acontece com o cigarro.