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19 de mai de 2009

Caminhoneiro confessa assassinato de dentista



No final da tarde de hoje, após ser identificado por policiais civis de Terra de Areia, Fabiano Costa Lima, 28 anos, se apresentou na delegacia da cidade, no Litoral Norte, acompanhado de um advogado.
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O caminhoneiro, acusado de matar com golpes de facão a dentista Márcia Nascimento Gomes, 32, foi preso nesta tarde em Terra de Areia, ele confessou o crime, mas negou que tenha estuprado a vítima. O motivo, conforme Lima, teria sido uma briga de trânsito. O homicídio ocorreu no final da manhã do dia
27 de abril, quando Márcia seguia viagem de carro de Torres para Gramado, na Serra. Ela foi encontrada despida e amarrada a uma árvore em um barranco próximo ao primeiro túnel da Rota do Sol (RS-486), em Itati, por volta das 19h50min. O seu veículo, um Fox, já havia sido visto por testemunhas parado no local ao meio-dia.
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O delegado Roland Short, que chegou até Lima por meio de denúncia anônima, revelou que a desconfiança sobre o caminhoneiro aumentou no momento que foi constatado que o suspeito havia emagrecido seis quilos e deixado o cabelo crescer nas últimas semanas. "Ele tentava despistar as características divulgadas no retrato falado", observou Short, em coletiva à imprensa na Delegacia Regional de Osório. Como há indícios de que a dentista tenha sofrido violência sexual, o material genético coletado do cadáver será confrontado com Lima para ver se ele praticou também o crime de estupro.
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A prisão preventiva foi decretada pelo judiciário e Lima foi transferido para Presídio de Osório. Entre as provas que vão fazer parte do inquérito policial, estão marcas de sangue encontradas no interior do caminhão e registros do GPS do veículo, que colocam o caminhão no local do crime no horário em que ele aconteceu.
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O trabalho da polícia
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Depois de investigar a vida de 12 homens calvos, com rostos largos e pele clara, todos donos de caminhões Mercedes-Benz vermelhos, a polícia chegou a dois principais suspeitos para o crime. Os dois caminhoneiros sob investigação tinham diferenciais extras em relação aos outros perfis rastreados a partir de informações do disque-denúncia: têm olhos claros arregalados e cintilantes, exatamente como os descritos pelas testemunhas, e moram na região onde ocorreu o crime.
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Um deles, de 48 anos, foi ouvido pela polícia. Embora fosse paciente de um posto de saúde onde a dentista chegou a trabalhar, negou conhecer a vítima. Dono de um caminhão vermelho, estaria temporariamente afastado do serviço por questões de saúde. O outro suspeito, de 40 anos e 1m70cm, tinha antecedentes criminais por ameaça e lesão corporal. A polícia preferiu investigá-lo melhor antes de ouvi-lo. Nas investigações, nada foi encontrado.
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A polícia recebe novas informações pelo disque denúncia e ouve depoimento de uma testemunha que disse ter presenciado o crime. As informações de testemunhas, e do disque-denúncia, foram fundamentais para o trabalho policial, que chegou ao suspeito, mesmo após ele ter tentado alterar sua aparência. Em três semanas, Lima teria emagrecido seis quilos e, apesar de calvo, deixou os poucos cabelos crescerem. No retrato falado divulgado pela polícia, ele aparecia bem mais gordo e com menos cabelo.
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A tentativa de disfarçar sua real aparência, não adiantou. O assassino era muito conhecido na cidade, e todas as informações apontavam na direção dele, que acabou sendo desmascarado pela investigação.
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O depoimento
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Apesar de toda a movimentação na delegacia de Osório, Lima aparentava estar calmo. Em seu depoimento ele foi muito evasivo, limitou-se a assumir a autoria do crime dizendo que não conhecia a vítima, e que tudo começou por uma briga de trânsito.
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Ele desceu do caminhão, discutiu com a vítima, deu um soco no rosto da dentista. Com o impacto do golpe ela rolou pela ribanceira, ele então, armado com um facão que sempre carregava no caminhão, golpeou a vítima.
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Negou que tenha estuprado a vítima, embora haja indícios de que a dentista tenha sofrido violência sexual. Confessou estar arrependido e com remorsos, o que o levou a confessar o crime pois não conseguia mais dormir a noite.
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Para o delegado Short, os motivos não ficaram bem esclarecidos. Os peritos encontraram vestígios de sangue dentro do caminhão no banco do carona, no soalho e na lateral externa próximo da torneira do reservatório de água. Segundo ele, Lima somente prestaria maiores informações em juízo.
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Casado, Lima trabalhava na prestação de serviço para uma empresa de transporte de hortifrutigranjeiros de Porto Alegre há cinco anos, e não tinha antecedentes criminais. Seus amigos e familiares disseram que ele não tinha vícios, que costumava ajudar a família e era respeitado na comunidade. O pai de Lima, Neri Rodrigues de Lima, disse que seu filho era um homem bom, e que costumava tomar anfetaminas para ficar longas horas no volante do caminhão, que poderia em um momento de desatino cometer um crime, mas nunca um estupro.
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Atualização - 26/05 - O exame de DNA no corpo da vítima confirmou a presença de material genético do caminhoneiro, o que confirma o estupro, negado por Lima.

5 comentários:

Anônimo disse...

cometeu o crime tem que pagar pelo o que ele fez e digo mais cadeia e muito pouco pra ele.e a familia da vitima como fica?fica em pedaços sofrendo ate o fim da vida,nada vai superar essa dor.morrer dessa forma não,não da pra aceitar.

Anônimo disse...

Prisão!!! Muito pouco,,um mostro deste tinha que esterminado aos pouco...
Comesando pela CASTRAÇÃO.....

Anônimo disse...

Os direitos humanos deveriam analisar mais casos como esse rapaz cafajeste que tinha um emprego e uma família mas que dissimuladamente andava cometendo crimes bárbaros pelas estradas do Brasil. Certamente ele deve ter feito as mesmas barbáries contra outras pessoas e até crianças. Por isso é válido que ele seja torturado para confessar outras coisas que aprontou. Pau de arara e muita porrada nele !!!

Anônimo disse...

O pior de tudo é que as leis brasileiras condenam um infeliz como este, só que ele fica meia dúzia de anos comendo e bebendo por nossa conta, e depois sai mais preparado do que nunca para cometer crimes piores. O unico consolo é que ele vai sentir no ra.. o que todo estrupador sente quando vai pra cadeia. Existem países onde a lei é dura para estes tipos de crime, forca, cadeira elétrica, decapitação, acontece que no Brasil nenhum político tem coragem de propor a pena de morte, ainda está por surgir um político sem o rabo preso e com aquilo roxo para propor sem se preocupar com o que o partido, igreja e direitos humanos dizem.

Anônimo disse...

eh nessas horas q uma pena de morte deveria agir no Brasil...