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27 de abr de 2009

Violêcia na Z3 - Mais dois assassinatos em Pelotas

Elevando as estátisticas de homicidios em Pelotas no ano de 2009, dois casos movimentaram a polícia da cidade.
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O corpo de Sathália Pinto da Rocha, 19 anos, foi encontrado no sábado à noite em baixo da ponte do Canal do Totó entre o Balneário dos Prazeres e Colônia de Pescadores Z3. A jovem estava desaparecida desde o último dia 19.
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A família, que vinha sofrendo ameaças desde a última semana, foi informada pelos próprios suspeitos sobre o local onde teria ocorrido o crime. Eles começaram a se comunicar com os familiares por meio de ligações anônimas e mensagens de celular à mãe da jovem, Rita.
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Segundo o pai da vítima, o pescador Claudenir Rocha, 51 anos, a primeira mensagem exigia o pagamento de R$ 35 mil em troca da filha. Nos demais comunicados, o pedido foi sendo diminuído até atingir R$ 5 mil. Depois, começaram ameaças de morte à filha e aos três sobrinhos da jovem. Rita foi à delegacia registrar queixa um dia antes do último telefonema, que comunicou o homicídio na manhã de sábado.
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Segundo aponta o laudo do DML, Sathália ingeriu areia e foi enterrada viva após sofrer agressões físicas.
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Temendo pela segurança da família, quatro crianças foram levadas a “um local seguro” por orientação da polícia, mas a família exige proteção policial. O clima entre os pescadores da Colônia Z3 é muito tenso, e o lugar antes tranquilo, vive uma sensação de abandono e insegurança.
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No sábado à noite, um homem de 34 anos, foi morto com um tiro nas costas na Cohab Lindóia. Entre os pertences da vítima estavam uma sacola com roupa e uma bicicleta. Sem testemunhas, a polícia passa a investigar o caso.
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Com mais este dois crimes, sobe para 26 o número de homicídios em Pelotas, superando o ano de 2008 que registrou 25 no total.
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Enquanto as autoridades do município discutiam a segurança pública na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada nos dias 24 e 25 no antigo Cefet, as pessoas eram mortas nas ruas de nossa cidade, um reflexo da total falta de segurança que coloca a população em pânico. Não há local seguro em Pelotas. Há necessidade de rever os projetos, colocar como prioridade aqueles que (se houverem) tratam da segurança pública. Hoje nossa cidade está eufórica com asfalto, pontes e inaugurações, mas não existem perspectivas seguras para a população usufruir destes benefícios, enquanto o bem estar físico do cidadão estiver em segundo plano.

Um comentário:

Izaias Góes disse...

As pessoas que foram mortas, segundo as próprias notícias, tinham ligações com criminosos. Enquanto houver impunidade, desestrutura familiar e miséria sócio-economico-cultural, os crimes só tendem a aumentar.