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17 de jun de 2009

Sem produção, Fenapêssego fica apenas no papel


Os planos de promover uma terceira edição da Feira Nacional do Pêssego foram adiados depois da avaliação do presidente da Fenapêssego, e secretário do Desenvolvimento Rural, Lélio Robe, à atual situação dos produtores de Pelotas.
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Sem garantias de comercialização da safra, em função da redução da venda das conservas pela indústria local com a abertura do país à importação de pêssegos argentinos e chilenos, o integrantes da comissão organizadora decidiram priorizar o fortalecimento do setor, por meio de incentivo ao consumo e padronização do produto, antes de investir em um evento nacional.
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Na verdade há muito tempo o produto das culturas locais vem perdendo espaço no mercado. Nos últimos anos foram agregados mais de 5 mil ha de pomares em nosso estado, sendo que muitos deles já se encontram em produção, mas não é o que se observa em nossa região, basta visitar nossa colônia para ver que o pessegueiro está desaparecendo do sistema adotado pelos agricultores de base familiar.
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A "Metade Sul" do estado, que compreende 29 municípios produtores de pessêgo, e concentra mais de 90% da produção do Rio Grande do Sul, tinha nossa cidade como polo produtivo, mas o fechamento de várias indústrias, e a falência da agroindústria familiar, desmotivou os produtores que hoje lutam pela sobrevivência e não estão preparados para atender à projetos como a Fenapêssego.

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