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16 de jul de 2009

Gripe "A" avança, mesmo assim o Ministro da Saúde ainda acha que não devemos nos preocupar

Dois dos três casos de mortes com suspeitas de gripe A em Passo Fundo foram confirmadas nesta tarde. A informação foi confirmada pelo secretario de Saúde do município. Às 17h, Osmar Terra, secretário de Saúde do Estado, dará uma entrevista coletiva. Com isso, o Estado contabiliza sete óbitos pela doença. No Brasil, são 11 vítimas.

Foi confirmada nesta quinta-feira a morte de mais uma pessoa na cidade de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, por gripe suína. Segundo a prefeitura da cidade, a vítima é um homem de 21 anos.

Ontem, novos pacientes foram internados com os sintomas da doença. Uma mulher de 23 anos que não viajou nem teve contato com outros doentes. No Hospital São Vicente de Paulo há apenas outra internação com suspeita de gripe A. É uma menina de sete anos que estava internada desde o dia 9 no Hospital Municipal de Planalto e foi transferida no dia 11 para o São Vicente de Paulo, onde permaneceu quatro dias na CTI. Ontem a menina voltou para o quarto e passa bem.

No Hospital de Passo Fundo, que também está lotado, outros dois pacientes internados na CTI estão sob suspeita de haver contraído a nova gripe.

No país, já são 11 mortes por causa da doença, sete no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira foram confirmadas duas mortes em Santa Maria, uma em Uruguaiana, uma em Osasco (SP) e uma no Rio de Janeiro.

O primeiro caso fatal da doença no país foi registrado em Passo Fundo, no dia 28 de junho. No dia 10 de julho, a Secretaria de Saúde de São Paulo anunciou a segunda morte pela nova gripe no Brasil, de uma menina de 11 anos, da cidade de Osasco, que morreu no dia 30 de junho.

Em 13 de julho, a secretaria estadual da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou o terceiro caso no país, de um menino de 9 anos que morava em Sapucaia do Sul e morreu no dia 5 de julho. No dia seguinte, SP anunciou a morte de um homem de 28 anos como a quarta morte pela gripe.
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Mesmo com o crescente número de casos suspeitos, a orientação do Ministério da Saúde é de só ministrar o anti-retroviral Taniflu, em casos confirmados por exames laboratóriais e com agravamento. No entanto, no entendimento de vários médicos estas recomendações não são as mais indicadas, haja visto que com o agravamento da doença se torna muito difícil o tratamento mesmo com o "Taniflu".
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Outro fator que está atrasando o diagnóstico em vários pacientes, é a dependência de um laboratório distante. Em Pelotas e outras cidades, a demora nos resultados, pode contribuir para a disseminação da doença.

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