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28 de set de 2009

Suplentes correm em busca da vaga de vereador em Pelotas


Na ânsia de assumir a tão sonhada vaga de vereador adquirida com a aprovação da PEC 336/2009, seis dos oito suplentes já solicitaram a diplomação à 164ª Zona Eleitoral de Pelotas. Beto-PT (2.046 votos), Dila Bandeira-PSDB (2.495 votos), Dionízio Vellozo-PP (2.104), Oraídes Soares-PPS (1.745 votos), Roger Ney-PP (2.407 votos) e Velocino Cardoso-PGT (1.195 votos), não perderam tempo e querem antecipar as festas de fim de ano, recebendo o presente de Natal antecipado.
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Um assunto controverso que provoca muitas discussões, e que ainda aguarda um posicionamento da Justiça Eleitoral com relação à data em que os beneficiados serão diplomados. No entender daqueles que defendem o aumento do número de vereadores, isto significa maior representatividade popular na câmara, mais vereadores, mais pessoas e grupos sociais estarão representados em assuntos de interesse do município e da população.
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Mas será que os números indicam isto também?
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Nas últimas eleições 135 candidatos ficaram na suplência, destes, 8 deverão assumir as vagas abertas pela Emenda Constitucional 58/09. A soma dos votos destes é menor que a soma dos votos de três candidatos que não foram eleitos. Paladini, Cururu e Marcus Cunha conquistaram 15.755 votos (mais de 8% dos votos válidos) e não ficaram nem na suplência de seus partidos. Já candidatos com apenas 0,63% dos votos válidos estarão na câmara representando uma pequena parcela de eleitores. E mais, candidatos com apenas um voto, e até sem voto algum, mas que ficaram na suplência, podem na soma de fatos que resultem na vacância, virem a assumir uma cadeira na câmara. Isto é representatividade?
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Alguém vai dizer que isto é resultado da atual legislação, que eles não têm culpa da proporcionalidade, da famosa legenda. Então alguma coisa tem que ser mudada! Como pode haver representatividade quando a proporcionalidade do voto não é respeitada, mas sim a proporcionalidade dos acordos políticos e partidários. Dizer que mais vereador representa mais democracia, é chamar o povo brasileiro de burro, é um discurso corporativista patológico que apodrece a classe política no Brasil.

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