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30 de abr de 2010

Crime de tortura

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A procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia Sant'anna Gomes foi indiciada pelo crime de tortura qualificada pelas agressões a uma criança de 2 anos. A menina estava sob sua guarda provisória em processo de adoção. Em depoimento em uma delegacia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, a procuradora negou as agressões e disse que tinha um grande carinho pela menina. Ela admitiu que chamou a garota de cachorrinha, mas alegou que não considerava a expressão uma ofensa, já que ela gosta muito de cães.

Os exames apresentados à polícia indicam que a menina sofreu várias lesões em dias diferentes durante um mês. As agressões foram descobertas pelo Conselho Tutelar no dia 14, depois de uma denúncia feita por empregados da procuradora.

Vera Lúcia pode ser condenada a uma pena de dois a oito anos de prisão. E aí é que a coisa pega, na conjugação do verbo, “pode”, ou seja, considerando-se a posição da acusada este será mais um caso de impunidade para constar nas grossas relações do judiciário. Ontem, aqui em Pelotas, um homem foi detido por criar 12 pássaros em sua casa, ele vai ter que pagar uma multa ao Ibama e será processado por crime ambiental. Esta mulher ficou menos tempo na delegacia depondo sobre um caso de tortura, agressão, maus tratos e pressão psicológica sobre uma criança indefesa de apenas 2 anos, do que este homem que criava com todo zelo os 12 passarinhos. Ela saiu da delegacia com a mesma cara de pau e arrogância com a certeza que nada irá acontecer.

A doutora Vera Lúcia Sant’anna Gomes saiu da delegacia e voltou para casa, para junto de seus cachorrinhos a quem ela dedica muito amor. A menina que foi encontrada pelos conselheiros no terraço, jogada ao chão no mesmo local onde ficava o cachorro desta senhora, teve que ficar três dias hospitalizada para ser tratada dos traumas das agressões.

Dane-se! Azar! Que tenha vinte!  Essa foi a única declaração à imprensa desta mulher, uma procuradora de Justiça aposentada que conhece como funciona a Justiça em nosso país. “Que tenha vinte”, é uma declaração de quem acredita na impunidade.

Cópia de ANNA MARIA

Postado por Anna Maria

anna.ajuris@yahoo.com

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