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13 de mar de 2010

Surto de Hepatite “A” preocupa riograndinos

 

A Secretaria Municipal da Saúde de Rio Grande, emitiu  o alerta epidemiológico para o surto de hepatite A na cidade. O objetivo, conforme a Secretária de Saúde Zelionara Branco, é que as pessoas tomem os devidos cuidados assim como procurem as unidades de saúde caso apresentem os sintomas.

O público-alvo desse alerta são crianças, adolescentes e portadores das hepatites B e C.

De dezembro de 2009, quando foi confirmado o primeiro caso, até hoje, 60 pessoas foram diagnosticadas com a doença, diante de 78 notificações. O número assusta também pela rapidez com que tem crescido. Em todo o ano de 2009, já incluindo o caso que deu início ao surto, foram apenas 19 pessoas contaminadas

O maior número de casos, 40, foram confirmados em moradores  do bairro Castelo Branco.

Ainda não há uma causa confirmada para o surto de hepatite A na cidade, mas a Secretaria Estadual da Saúde acredita que a transmissão pode ter ocorrido por meio de um viajante, ou por meio de um morador de outra cidade do país que tenha se mudado para Rio Grande.

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Em épocas anteriores, os números da doença não passavam de dois a três por mês.

A hepatite é uma inflamação no fígado que pode ter inúmeras causas, entre elas, vírus, bactérias, fungos e até mesmo substâncias tóxicas. Entre as hepatites infecciosas, as ocasionadas por vírus são as mais comuns.

Existem cinco vírus hepatotrópicos – que atuam diretamente no fígado. Eles são denominados A, B, C, D e E – por isso os nomes dados às formas de hepatite.

Os cinco vírus, que têm formas de transmissão diferentes, podem causar inflamação aguda no fígado e levar a lesões nas células do órgão. No entanto, só os vírus B, C e D podem evoluir para formas crônicas e, se não forem devidamente tratados, podem causar cirrose e até levar ao óbito ou à necessidade de um transplante.

 

TIPOS DE DOENÇA

FORMA DE TRANSMISSÃO

Hepatites A e E

A transmissão das doenças se dá pela ingestão de água e alimento contaminados com o vírus. Por ser eliminado pelas fezes, o vírus é mais comum em áreas sem tratamento inadequado de esgoto e dejetos.A melhor forma de prevenir esses tipos de hepatite é por meio de higiene e melhores condições de saneamento básico. Não é necessário isolar pacientes com a infecção, basta tratar os sintomas. A hepatite E é muito rara no Brasil, mas pode ser fatal em gestantes.

Hepatite B

A transmissão também se dá por meio de sangue contaminado, como a C, mas o risco de contaminação, neste caso, é dez vezes maior (100 vezes maior do que a contaminação por HIV, por exemplo).

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, e pode ser transmitida da mãe para o recém-nascido, no momento do parto.

Cerca de 90% das pessoas que adquirem hepatite B quando adultas terão apenas sua forma aguda, que se cura naturalmente. Apenas 10% costumam evoluir para a forma crônica.

Hepatite C

A transmissão se dá por meio de sangue contaminado, portanto é mais comum em indivíduos que fizeram transfusão de sangue antes de 1992 (ano em que o vírus passou a ser monitorado antes das transfusões) e usuários de drogas injetáveis. Também pode ser sexualmente transmissível, e transmitida na hora do parto, da mãe para o recém-nascido, mas ambas as formas de contágio são muito raras neste tipo de hepatite.

Cerca de 85% das pessoas que adquirem a hepatite C ficam com a forma crônica da doença e só 15% conseguem eliminar o vírus naturalmente do organismo. Por isso, quando há diagnóstico da doença, espera-se três meses, prazo para a cura espontânea, e depois inicia-se um tratamento para evitar que a infecção aguda se torne crônica.

Hepatite D

O vírus da hepatite D é bastante curioso. Ele só se manifesta em organismos já infectados com o vírus da hepatite B, porque precisa dele para se multiplicar. Por isso, a vacina que imuniza para o vírus B também funciona para prevenir a hepatite D.

Essa é uma forma extremamente grave de hepatite, pois trata-se da associação de dois vírus. Neste caso, é mais comum a forma crônica da doença e a forma aguda fulminante.

A transmissão se dá da mesma forma que o vírus da hepatite B, ou seja, é sexualmente transmissível, transmitida também por sangue contaminado, e de mãe para o recém-nascido, durante o parto.

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