Pesquisa personalizada

10 de mar de 2010

Os “bandidos” cubanos vestem fardas

DSC04002-640x480 

Seriam estes, os piores bandidos de Cuba? Estes que morrem de fome e frio nos corredores e nas masmorras insalubres das prisões e hospitais psiquiátricos de Cuba?

Luiz Inácio perdeu a noção, como comparar presos políticos com criminosos comuns?

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba, assim como quero que respeitem o Brasil", disse Lula em entrevista à agência de notícias Associated Press.

"Gostaria que não houvesse (a detenção de presos políticos), mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como tampouco quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil", acrescentou.

"Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas", disse ele comentando o caso Zapata. "Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação." Lula lembrou que, quando era líder sindical, fez greve de fome contra a ditadura militar (1964-1985), mas classificou a prática como "insanidade".

 

Insanidade é aceitar os crimes dos Castros, é não aceitar as decisões da Itália no caso do assassino Battisti.

Lula deveria saber a diferença entre presos políticos e presos comuns,  afinal ele é um ex-preso político.  Mas, para quem apóia a candidatura de uma ex-guerrilheira (ou seria criminosa a seu juízo?), para quem tem amizade fraterna com Cháves, para quem esteve ao lado de Zelay mesmo contrariando a decisão da justiça hondurenha, contrariar os ditadores da Ilha e ficar do lado dos que buscam apenas a liberdade do povo cubano seria pedir demais a um ex-trabalhador que esqueceu suas origens.

O que dizer do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que hoje levantou a voz em defesa do preso político cubano Guilhermo Fariñas Hernádez em greve de fome a 14 dias. Estaria o Prêmio Nobel da Paz de 1987 defendendo criminosos comuns e indo contra as decisões da “justiça” dos Castros?

Arias disse hoje que pretende somar  a sua voz ao coro "de indignação que corre o mundo" contra "um regime que se orgulha de sua solidariedade, mas na prática a solidariedade só se aplica aos seus adeptos" .

"Os presos políticos não existem em democracias. Em qualquer país verdadeiramente livre não pode-se prender ninguém  por pensar diferente”.

O Brasil, contrariando Lula, soma-se ao coro e grita indignado contra o regime que tenta calar a voz daqueles que ainda sonham com a liberdade.

Nenhum comentário: