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30 de jan. de 2009

Alerta - SAÚDE

Além das perdas materiais, as cheias podem ter outra grave conseqüência à população: a disseminação de doenças. Considerando esse fato os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde alertam para os cuidados que a população deve ter para se prevenir do contágio de enfermidades, em especial a leptospirose, causada pela bactéria Leptospira, presente na urina dos ratos. Com as enchentes a bactéria do animal, que habita bueiros e esgotos, mistura-se à enxurrada e à lama.
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Qualquer pessoa que permanecer em contato com a água ou lama contaminada, sem proteção adequada, poderá se infectar. A Leptospira penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum tipo de lesão ou arranhão. As pessoas que precisarem entrar em áreas alagadas devem usar botas de borracha, ou amarrarem sacos plásticos aos calçados. Uma vez de volta à área seca, a pessoa deve lavar o corpo todo e as roupas que vestia com água abundante e sabonete. Para os moradores que tiveram as casas atingidas – piso, paredes, móveis e objetos caseiros - deve ser desinfetado com uma mistura de um copo de água sanitária para cada balde de água potável.
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Os alimentos devem ficar protegidos do contato com a água e, em caso de contágio, devem ser descartados.
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A leptospirose não é transmitida de uma pessoa para outra, apenas entre os animais e dos animais para o homem, por meio do contato da urina com a pele e/ou mucosa do homem ou através de alimentos contaminados. No Brasil não existe nenhuma vacina contra a leptospirose para seres humanos, apenas para uso em animais, como cães, bovinos e suínos. Mais informações estão disponíveis no endereço eletrônico www.pelotas.rs.gov.br/centro_zoonoses/zoonoses/leptospirose.htm
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Os sintomas da doença costumam tardar de 15 a 20 dias para se manifestar. Os mais frequentes são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, podendo também ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas). Caso apresente sintomas da doença, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde o mais rápido possível. O tratamento é baseado no uso de antibióticos, hidratação e suporte clínico.
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As caixas d´água também devem ser desinfetadas adequadamente, conforme as orientações a seguir:
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a) Esvazie e lave a caixa d’água, esfregando bem as paredes e o fundo;
b) Após acabar de limpar, adicionar 1 litro de água sanitária para cada mil litros de água no reservatório;
c) Depois, abra a entrada principal da água e encha a caixa d’água com água limpa; feche o registro após o enchimento da caixa;
d) Após 30 minutos, abra as torneiras por alguns segundos para que essa água misturada com água sanitária entre na tubulação;
e) Aguarde uma hora e trinta minutos para que se faça a desinfecção;
f) Abra novamente as torneiras, para drenar toda a água. A água que sai pelas torneiras pode servir para a limpeza de chão e paredes.
g) Encha novamente a caixa com água limpa.

12 de jan. de 2010

Agora sai reforma anunciada em 2006


Em 11 de maio de 2006, o prefeito Fetter Jr. anunciava a aprovação do projeto de restauração da caixa d'água da Praça Piratinino de Almeida patrimônio histórico nacional tombado pelo IPHAN em 1984. (LEIA A MATÉRIA DE 22/11/2008)

Quase quatro anos depois, a prefeitura anuncia em seu site que a obra vai começar. Como não podia deixar de ser, o prefeito "oniparente" vai colecionar mais uns créditos em manchetes de jornais.

No entanto, devemos agradecer ao Procurador da República Max Palombo e ao promotor de justiça Paulo Charqueiro que depois de um ano sem a ação do executivo, resolveram em 2007 ingressar com uma ação  civil pública pedindo ações urgentes de restauro do maior monumento do centro da cidade de Pelotas.

A restauração da caixa d'água vai sair, mas porque a justiça assim o determinou.
Leia - A história da caixa d'água

Foto: Carla B Sousa-arquivo

22 de nov. de 2008

uma foto muita história


Importada da França em 1873 e instalada no centro da cidade em 1875, a caixa d'água da Praça Piratinino de Almeida patrimônio histórico nacional tombado pelo IPHAN em 1984, continua aguardando a restauração que até hoje não chegou.
Em 11 de maio de 2006, o prefeito Fetter Jr. anunciava a aprovação do projeto de restauração da caixa d'água pelo Ministério da Cultura. O projeto foi concebido pelo Sanep - responsável legal pelo bem, Secretaria da Cultura - idealizadora do projeto, IPHAN e Fundação Cultural Princesa do Sul (UCPEL) a parceira privada exigida pela Lei Rouanet para liberação dos recursos. O fato foi notícia nos meios de comunicação, no entanto, os recursos calculados em R$ 1,8 milhões não foram arrecadados.
A Lei Roaunet, permite que pessoas e empresas patrocinem ou façam doações para esse tipo de projeto, se beneficiando depois de abatimentos no imposto de renda devido, podem participar pessoas físicas, empresas com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural e entidades públicas da administração indireta , tais como Autarquias, Fundações e Institutos, desde que dotados de personalidade jurídica própria e, também, de natureza cultural (na reforma e restauração da Biblioteca Pública, beneficiada pela Lei Roaunet, uma das patrocinadoras é a Votorantim Celulose e Papel que entrou com R$ 500mil, numa obra orçada em mais de 2 milhões).
Em 2007, visto que as obras não saiam do discurso e, também, dos riscos à população, o Procurador da República Max Palombo e o promotor de justiça Paulo Charqueiro, ingressaram com uma ação civil pública pedindo ações urgentes de restauro do maior monumento do centro da cidade de Pelotas. Pelo visto não deu em nada.
A caixa d'água francesa, esta caindo aos pedaços. A ferrugem toma conta da estrutura. Uma tela de proteção colocada ao seu redor, foi a única providência tomada pelo poder público e, aos poucos o patrimônio histórico e cultural nacional se perde entre os galhos das árvores da praça Piratinino de Almeida.
clic na foto para ampliar e conferir o estado do monumento em alta resolução
foto-Carla Betemps Sousa

23 de out. de 2022

Arte do grafite toma conta de espaço cinza



Cerca de trinta artistas da cidade e região, reuniram-se na tarde deste domingo (23) no primeiro encontro de grafiteiros organizado por Gabriel Veiz e Prefeitura de Pelotas. 

Os artistas deram cor e vida aos muros da caixa d'água da rua Prof Mário Peiruque na vila Bom Jesus.

Participaram do encontro de grafite os artistas Rnem, Asnoum, Trece, Siul, Xator, Bero, Gordo Muswieck, Joy, Agabe, Luiza, Eteone, Jaya, Enetres, Lucas NLC, Careca, Reis, Firma, Xandy, Skilo, Vitinho, Dogue, Bruno Schilling, Fago, Mano, Losr, Stang, Nieko, Olhos e Sirc, além de integrantes do coletivo GraffitiDown.